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Como se faz o espumante (Parte 2)

Buzz Kawders

Método Charmat ou Martinotti

Nessa segunda parte sobre “Como se faz o espumante”, vamos conhecer o método Charmat ou Martinotti, que é outro método muito utilizado na elaboração de um espumante.

Se você ainda não leu a primeira parte desse artigo onde falamos sobre o método Classico ou Champenoise, clique aqui!

Esse método nasce através da necessidade acelerar a produção de espumantes e reduzir seus custos elevados, devido às numerosas manipulações utilizadas no Metodo Classico ou Champenoise. No século XIX, o italiano Federico Martinotti, teve a ideia de fazer a segunda fermentação, ao invés de dentro das garrafas, em um grande recipiente fechado.

Com a comprovação de excelentes resultados, Eugene Charmat, um engenheiro francês, construiu e patenteou , em 1910, a primeira autoclave que tornava possível a realização do processo idealizado por Martinotti, por este motivo o método é conhecido como Martinotti – Charmat.

Assim como o método Classico, primeiro se produz um vinho de base, e posteriormente, o vinho deve ser preparado para a sua segunda fermentação. Aqui inicia a grande diferença do método Classico, onde a segunda fermentação é feita em tanques de aço inoxidável (autoclave) vedados hermeticamente, ao invés de ser feita na própria garrafa.

Metodo Charmat

Uma das características desse método é que permite o controle da temperatura e do nível de produção de gás carbônico, exaltando as notas frutadas das uvas aromáticas, mantendo o seu frescor, mas que infelizmente perde um pouco da sua complexidade. As uvas que normalmente são utilizadas na produção desses espumantes, são a Moscato, Lambrusco e a Glera (uva base na produção do Prosecco).

A refermentação em tanques de aço pode durar de 30 dias a 6 meses, ao final  é necessário fazer uma filtragem que precede o seu engarrafamento, as garrafas repousam por um breve período de tempo antes de serem colocados no comércio.

Esse processo consente na obtenção de uma maior produção de vinhos espumantes, em tempos bem mais curtos, com menor utilização de mão de obra. Obviamente, mesmo nesse método, quanto maior for o tempo da refermentação, melhor será a qualidade do vinho espumante.

prosecco capa 2

Acho que dá para entender a diferença de custo entre um Prosecco e um Champagne, mas de forma nenhuma o espumante elaborado com esse método pode ser considerado melhor ou pior do que os produzidos com o método Classico.

É simplesmente uma proposta diferente para os vinhos espumantes, afinal de contas como sempre falamos, o mundo dos vinhos é muito democrático, tem gosto pra tudo e pra todos. 🙂

E você? Gostou do Post?

Nos conte sua experiência ao degustar um vinho espumante feito com o método Charmat (Prosecco, Moscato, Lambrusco), deixando um COMENTÁRIO aqui embaixo.

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2 comentários sobre “Como se faz o espumante (Parte 2)

    1. Iaponira Diniz

      Oi Rikelme,
      eu sou uma fã dos espumantes, sejam eles feitos com qualquer método.
      Te desejo muito sucesso nesse futuro produzindo espumantes. 🙂
      Grande abraço,
      Iaponira Diniz

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